Quanto tempo dura uma análise?
- Ug Cobra
- 7 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de mar. de 2021
"O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida."
(Franz Kafka)
Esta questão, embora não formulada nas sessões psicológicas, povoa o imaginário dos pacientes. A preocupação não envolve só o tempo cronológico, mas principalmente o fator financeiro. Bem, é uma despesa adquirida para longo prazo e o desejo do paciente é, naturalmente, abreviá-la e para isso apoia-se num cálculo de tempo.
Essa resposta não vem fácil.
Em um primeiro momento o terapeuta precisa se inteirar da queixa apresentada e construir um entendimento primário. Isto, por si só, demanda algumas semanas de sessões, considerando-se, como de praxe, uma sessão por semana.
Num segundo momento, é necessário considerar vários aspectos do problema apresentado. Muitas vezes a queixa que traz o paciente ao consultório está na verdade ocupando o lugar de um problema ainda mais angustiante e caberá ao terapeuta fazer esta investigação, o que demandará também seu tempo.
Num terceiro tempo se desenvolve o trabalho do paciente e do terapeuta no sentido de desconstruir as crenças angustiantes e construir novas formas de entender a vida.
Nesta trajetória a predisposição favorável do paciente para alcançar resultados positivos é o grande dosador do tempo do tratamento. Contra esta disposição positiva o paciente esbarra em um conceito chamado "resistência" que pode atuar no sentido de impedir que tudo se resolva em pouco tempo. Outro fator importante é a "transferência ". A transferência é a ligação que se estabelece entre paciente e terapeuta e poderá ser positiva ou negativa, o que poderá acelerar ou atrasar os trabalhos.
Em resumo, o grande ator da terapia é o próprio paciente. Só ele tem a chave que revela a verdade que o conduz no mundo.



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